sexta-feira, 27 de maio de 2011

João Santos "REGISTOS DO TEMPO E DO HOMEM NA PAISAGEM” - 28 de Maio a 03 de Julho

A exposição aborda plasticamente a interacção dos elementos orgânicos da natureza com os elementos da humanidade construída.
Abordam-se plasticamente os elementos que o tempo e a natureza deixam sobre as intervenções do homem, e, ao mesmo tempo, a marca que é deixada pela intervenção humana na natureza.
O “olhar” sobre estas realidades, sempre dinâmicas é sobretudo plástica e de expressão estética. Procuram-se identificar as dinâmicas visuais formadoras da forma e registo das memórias do tempo para, a partir daí, construir um universo artístico que se procura original.

João Santos





terça-feira, 10 de agosto de 2010

Suriya, Force of Life
Sudha Daniel
oil on canvas
80cmx20cm

Homage to Viana do Castelo
Sudha Daniel
oil on canvas
80cm x 20cm
Pintar é para mim uma viagem espiritual pessoal, é a minha própria realização, através da beleza da cor, envolvendo o equilíbrio e a harmonia da minha mente, corpo, coração e alma. Deus abençoou-me com este precioso dom criativo. Medito, diariamente, a fim de purificar a mente e o meu interior para que a minha visão da cor seja clara e pura quando me encontro no processo criativo de pintura. ÀS vezes, sinto que o próprio acto de criação artística é, em si, uma forma de meditação.

Eu sinto e gozo uma miríade de cores vindas de toda a espécie de fontes. Mas, acima de tudo, delicio-me com a beleza gloriosa da luz e da cor em todas as manifestações da natureza, da mais pequena à mais infinita, minha derradeira fonte de inspiração que engrandece a minha consciência estética e a minha sensibilidade. Os meus quadros são frequentemente uma interpretação da essência destas manifestações. Nos companheiros que têm partilhado a minha viagem descubro que algumas das minhas cores podem causar prazer, ou podem acalmar e curar, ou hipnotizar e transportar a um mundo de sonho. Alguns dos meus quadros são simultaneamente sensuais e serenos - as cores são magníficas, poéticas, contemplativas, misturam-se, dissolvem-se, vibram e cantam - acabando por transmitir um sentido do sublime.

Viana do Castelo, abençoada com uma grande variedade de beleza natural e tranquilidade, foi favorável à minha natureza e ao meu género de criatividade artística: A chegada da Primavera a Viana e o fantástico renascer, da vida na natureza, com os seus rebentos e botões espantosos por todo o lado, proporcionou-me uma elevação espiritual. Tentei capturar esses elementos na minha pintura.

O estímulo para esta exposição foi inspirado principalmente pelas minhas experiências visuais na Índia, Grã-Bretanha e recentemente em Portugal. Convido-vos a celebrar a beleza e a alegria da cor.


Sudha Daniel

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Guntilanis

Após a ocupação árabe da Península Ibérica a partir de 711, subsistiram, a norte, os reinos de Leão e das Astúrias que, por sua vez, empreenderam sucessivas vagas no contexto da reconquista cristã do território ocupado.
É principalmente, a partir de meados do Séc. IX que a linha divisória entre cristãos e muçulmanos começa a crescer e a ganhar contornos até a fronteira com Portucale.
As divisões territoriais sucedem-se então entre os senhores da guerra e povoadores, entre os quais Gunt ou Gunths. Este antropónimo de raíz germânica (documentado desde no ano de 1106) evoluiu linguisticamente para Guntila/Guntilanis/Gunti(la)nis/Gontiães/Gontinães e finalmente Gontinhães, antiga denominação de Vila Praia de Âncora

Aurora Rego